Visões Laterais

Just another WordPress.com weblog

Defesa de monografia

Escrito por João Porto em Junho 12, 2008

Um momento complicado na vida de qualquer estudante. Chega uma hora que é preciso defender uma tese e se tornar profissional. Esta doce amargura eu tive o prazer de sentir nesta semana.

Apesar de não ter feito um trabalho primoroso preparei uma boa apresentação. Isso contou pontos com meus examinadores e me ajudou a passar.

Sei que conselhos não possuem muito valor. Mas como este período da monografia é um momento muito importante, gostaria de compartilhar algumas coisas com toda a internet. Por isso lá vai:

Embromation - estilo aroeira: Monografando.

Passos básicos para que um enrolador aroeira consiga se dar bem na mono.

Primeiro passo: Escolha um tema familiar de preferência que você já trabalhe com ele.

- Nada de ficar viajando querendo abraçar o mundo. Você quer passar? Então não se acanhe e utilize um tema que você possui familiaridade. O importante é convencer o orientador que seu trabalho cotidiano pode ser estudado como uma pesquisa acadêmica. Para isso nada melhor do que doses cavalares de embromation seguido de um bom rol de fontes no trabalho para facilitar a bibliografia e outros problemas.

Segundo passo: Procure o método mais simples.

- Nada de tentar entrevistas com pessoas muito complicadas ou utilizar dados sigilosos da Polícia Federal para realizar sua pesquisa. O método de pesquisa acadêmico precisa ser simples e de preferência barato. Sempre tenha em mente uma atividade fácil de coletar os dados para que você não perca tempo.

Terceiro passo: A banca.

- Todo bom enrolador sabe quando seu trabalho está bom ou quando é apenas um apensado de enrolações. Esta avaliação honesta é necessária para que você consiga elaborar uma boa estratégia na banca. Uma tática útil é a escolha dos examinadores. Procure mestres ou doutores que possam trazer coisas positivas para o trabalho e não apenas professores que vão te interrogar com perguntas complexas. Durante a apresentação procure ser firme, rápido e sucinto. Nada de embromation durante a defesa. O ideal é  fazer um teste antes na frente do espelho para não errar. Feito isso não se esqueça de usar somente o tempo regulamentar que é autorizado.

Quarto passo: O buteco

- Provavelmente depois que você passar na banca todos os colegas que assistiram vão querer tomar uma cerva na sua conta. Então lembre-se de preparar aquele pé sujo perto da faculdade com as “ampolas” geladas e o bom pé de frango. Para que todos @s colegas beberrões.

Enviado em Artigos | Tagged: | Nenhum comentário »

Foto maneira!

Escrito por João Porto em Janeiro 10, 2008


Sou um grande fã de camisetas com mensagens engraçadas. Essa eu vi no site Delicious Gril. O melhor é a cara do cidadão.

Ela diz o seguinte: Se você ver a Polícia. Avise um irmão.

Enviado em Imagens | 2 Comentários »

Esplanada - Esvasiada

Escrito por João Porto em Dezembro 26, 2007

A como eu gosto da Esplanada nos dias de recesso. Não existe trânsito, ninguém incomoda. Por outro lado detesto precisar entrevistar pessoas que estão de recesso.

<!–[if !supportEmptyParas]–>

Aliás porque diabos jornalistas não entram de recesso? Poxa vida, passo todo o ano trabalhando e quando todos vão para o litoral comer camarão e lagosta o que eu faço? Vou trabalhar nessa redação calorenta.

Malditos plantões de natal e ano novo.

Aos que podem eu desejo boa praia e boa bebedeira.

Enviado em Artigos | 1 Comentário »

Senadores!!

Escrito por João Porto em Dezembro 11, 2007

Sou fã incondicional do Maurício Ricardo, apesar do nome mexicano o chargista de Uberaba (MG) sempre me surpreende com suas sacadas.
É aquela forma de humor que parece banal, mas no fundo é a mais ácida crítica.

Pra variar ao abrir o pc pela manhã, tive essa charge dos ratinhos senadores. Uma bela forma de protesto.

É isso gente, é isso.

Enviado em Uncategorized | 2 Comentários »

Escrito por João Porto em Novembro 23, 2007

Enviado em Uncategorized | Nenhum comentário »

E agora como faço todinho??

Escrito por João Porto em Novembro 6, 2007

Batizar produtos essenciais como o leite, com substâncias perigosas realmente é um crime. Mas eu nunca me deixei levar pelo mistério do longa vida…

Quando pequeno viva na roça, sempre vi leite azedar no outro dia e muitas vezes isso era feito propositalmente para comer uma “qualhadinha” no café da manhã.

No entanto muito me preocupa essa arranque da mídia em endiabrar o leite. Segundo os jornais o consumo de leite já caiu cerca de 20% nos últimos dias.

Detonar um alimento assim não é nem de longe uma prática bonita. Poucos se lembram, mas os ovos, a carne de porco entre outras comidas comuns já foram massacradas pela mídia e representadas como vilões no mundo do consumo.

Sejamos céticos! Conheci muitas pessoas que viveram por muitos anos comendo ovos, queijo, porco e eram muitos sábias. Há como eu gosto da sabedoria popular.

Não isento os caras que jogam soda no leite, mas não podemos achar que todas as maçãs são podres. Até porque nem todas estão no mesmo saco.

Enviado em Uncategorized | 2 Comentários »

Vale do Rio Doce veta fornecimento para guseiros no Poló Carajás

Escrito por João Porto em Outubro 30, 2007

A Companhia Vale do Rio Doce cortou o fornecimento de minério para quatro empresas que produzem ferro gusa no Pólo dos Carajás que abrange os estados do Pará, Maranhão e Tocantins.

A Vale do Rio Doce alega que as empresas: Companhia Siderúrgica do Pará S/A a Cosipar, a Ferro Gusa do Maranhão Ltda a Fergumar e a Usina Siderúrgica de Marabá Ltda a Usimar não cumprem as leis ambientais. A quarta empresa, a Siderúrgica do Maranhão S/A, Simasa, tem o nome na Lista Suja do Trabalho Escravo do Ministério do Trabalho e Emprego. Segundo a Vale, elas produzem carvão mineral com floresta nativa e praticam trabalho escravo em suas usinas. As outras três não tem registro na Lista Suja.

Das quatro empresas que tiveram suspendido o fornecimento do minério de ferro apenas a Companhia Siderúrgica do Pará a Cosipar informou através de nota que existem processos para a criação de um Termo de Compromisso da atividade ambiental da empresa em tramitação no Ibama e na Secretaria de Meio Ambiente do Pará. A Cosipar informou ainda que não possuem ilegalidades nos contratos trabalhistas com nenhum de seus 949 funcionários e que está operando normalmente em Marabá no estado do Pará.

Além das quatro usinas que tiveram suspensão imediata no fornecimento de minério de ferro, outras quatro usinas receberam prazo de quinze dias para atualizar a documentação fornecida à Vale. Se ficar comprovada irregularidade na produção de ferro gusa, o fornecimento de minério a estas empresas também será suspenso.

Segundo a assessoria da Vale, as empresas Itasider Usina Siderúrgica Itaminas S/A e a Simara Siderúrgica Marabá S/A e a Viena Siderúrgica do Maranhão S/A, as três incluídas na Lista Suja do Trabalho Escravo do Ministério do Trabalho e Emprego, além da Siderúrgica Ibérica do Pará S/A não mandaram documentos suficientes para análise.

A assessoria de imprensa da Vale do Rio Doce, informou que as empresas suspensas terão o fornecimento restabelecido assim que regularizarem sua situação com os órgãos ambientais e trabalhistas competentes. A nota diz ainda que não pode se responsabilizar por demissões na região do Pólo Carajás, e já vem há muito tempo alertando as empresas sobre sua responsabilidade ambiental e social.

Enviado em Uncategorized | Nenhum comentário »

ANP vai procurar petróleo e gás natural no Acre

Escrito por João Porto em Outubro 24, 2007

Alessandra Bastos e João Porto
Repórteres da Agência Brasil

Brasília - A Agência Nacional de Petróleo (ANP) anunciou, nesta semana, que vai investir R$ 64 milhões no Acre em levantamentos sobre o potencial da área para exploração de petróleo e gás natural. A atividade geraria empregos e traria renda ao estado, dizem os defensores da iniciativa. Mas os danos ao meio ambiente são questionados.

A Região do Rio Juruá, que engloba municípios do Acre e Amazonas, é uma das localidades onde a ANP deve realizar pesquisas para descobrir áreas ricas em petróleo e gás natural que possam ser exploradas.

“É necessário aumentar a pesquisa na região para descobrir o potencial petrolífero dos nove estados que compõem a Amazônia”, afirmou o superintendente de Controle da ANP, Getúlio Silveira Leite, em audiência realizada na Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados para discutir a extração de petróleo e gás natural em toda a região amazônica.

O secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, diz que até agora não foi anunciado nenhum estudo ambiental para avaliar as condições em que essa atividade deve ser realizada para minimizar os danos. Mas acha possível explorar petróleo sem prejudicar a natureza.

“É necessário verificar em que condições essa atividade seria feita, em que escala e em que áreas. Em tese, existem hoje metodologias e tecnologias que permitem a atividade sem danos ambientais. Há mecanismos e procedimentos que permitem que se dê em condições ambientalmente adequadas”, explica.

Atualmente, existem cinco pontos de exploração de gás natural na bacia dos rios Solimões (onde desagua o rio Juruá) e Amazonas. Só no ano passado, a exploração de gás e petróleo no município de Coari, no Amazonas, rendeu à prefeitura R$ 43 milhões. “O governo federal, dentro do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento], está construindo um viaduto Coari-Manaus para levar o gás natural. Acreditamos que essa possa ser uma nova zona franca”, diz o deputado Marcelo Serafim (PSB-AM).

O ganho financeiro da prefeitura com a exploração de petróleo ocorre por meio dos investimentos no potencial energético da região, cobrança de royalties de petróleo e gás natural e recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide-Combustíveis) incidente sobre a importação e a comercialização de gasolina, diesel, querosene, óleos combustíveis (fuel-oil) e gás liquefeito de petróleo (GLP).

No Acre, a Federação das Indústrias do estado já declarou ser favorável à exploração de petróleo e gás natural. De acordo com a entidade, os benefícios para o estado são inúmeros, principalmente a geração de emprego e a perspectiva de um investimento da ordem de R$ 27 milhões.

Na região do Juruá, há três unidades de conservação ecológicas. Para o deputado Marcelo Serafim, a extração, por sua importância, deve ser feita inclusive nestas áreas se for preciso. “É justo que o povo morra de fome por conta da conservação?”, questiona.

“O desenvolvimento traz dano. Trouxe dano a São Paulo, a Minas, ao Rio e a todos os outros cantos do nosso país. Destruiu a Mata Atlântica, acabou com grande parte do Pantanal e não é isso que queremos, nem que defendemos. Agora, se o governo brasileiro e o mundo querem a Amazônia preservada, o mundo tem que dar condições para que se preserve a Amazônia. Essas condições não são dadas”, afirma o parlamentar.

Enviado em Uncategorized | Nenhum comentário »

Renan Abssolvido - A mídia fica como?

Escrito por João Porto em Setembro 13, 2007

Com uma votação acirrada, Calheiros consegue absolvição e continua como presidente do Senado.
Quando recebi essa informação fiquei bastante confuso. Após sofre quase que um massacre midiático, similar ao ocorrido com o presidente Lula durante a campanha de reeleição Calheiros se mantém intacto no cargo. Infelizmente não tenho argumento suficientes para avaliar como essa ação chega em nossa sociedade e como a grande imprensa avalia este incidente. Mas um colega me mandou um texto interessante sobre o caso Calheiros e gostaria de divulgar ele aqui para simples debate, ou quiçá uma conversa acirrada de boteco.

Abraços.

foto: Fábio Pozzebom /ABR

A vitória dessa tal “mídia” - Reinaldo Azevedo

Vocês podem imaginar o que aconteceu assim que o Senado decidiu manter o mandato do senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Houve uma revoada de petralhas para cá, a maioria colando um texto de um dos anões do jornalismo em que ele decreta que a vitória de Renan é a derrota da mídia — especialmente de VEJA, Folha, Estado e veículos das organizações Globo. Qual a tese? Aquela, já lembrei aqui hoje, de Marilena Chaui e de Wanderley Guilherme dos Santos segundo a qual a mídia é um partido político.

Aliás, justiça seja feita, antes deles, quem escreveu um texto a respeito foi Octávio Ianni, já morto, expoente da sociologia de esquerda. Ianni chamava o “partido da mídia” de “Príncipe Eletrônico”, numa referência a Gramsci. Seu delírio consistia em ver nos meios de comunicação a versão, digamos, de direita do que o teórico comunista imaginava para um partido de esquerda.

Como a tal “mídia” não existe — e só uma teoria conspiratória de larápios —, é evidente que nem ganha nem perde o que nem tem um corpo definido ou um conjunto de interesses a defender. Mas, de fato, há os vitoriosos. Vencem, numa esfera miúda, contingente, os métodos que Renan Calheiros usa para fazer política. Nesse episódio, o Senado tem a clareza de suas explicações, o amor à legalidade de suas notas frias, o rigor de sua aritmética perturbada. Mas são, insisto, vitórias mesquinhas. A questão é bem outra.

O PT transformou o que é uma apuração objetiva de crimes cometidos contra a República e contra o mandato popular numa luta contra a imprensa, tornada, cada vez mais, inimiga do poder. Claro, há as exceções, os áulicos de sempre, até dentro dos veículos sérios. É há os pequenos palhaços assalariados, uma escória surgida junto com o governo petista. Revestem com pitadas de ideologia o que é uma variante do roub, assaltando, a um só tempo, o erário e a teoria política. Não são apenas beneficiários da malandragem; são também seus protagonistas, embora menores.

Eu estou chateado com o resultado? Claro que sim. Decepcionado? Um tanto. Surpreso? Não. Nas contas que fiz ontem, faltavam dois votos para cassar Renan. Eles não vieram — e quatro outros desertaram, com alguns se escondendo na abstenção. Imaginem só: abstenção em voto secreto! São aqueles que se acovardam até diante da própria consciência.

Ao contrário do que pregam os anões morais, a imprensa tem sido e continuará a ser vitoriosa nesse processo. Observem como emprego os verbos. Não estamos numa conta de chegada; não há um objetivo a ser alcançado. É mais do que compreensível que uma parte do Senado tenha decidido se fechar em defesa de Renan Calheiros: afinal, como deixou claro o senador Francisco Dornelles (PP-RJ), num discurso notavelmente cínico, os valentes estão defendendo a si mesmos. O que sei é que o jornalismo não vai se intimidar — e o próprio Renan continuará a ser personagem não do que os repórteres inventam, mas de sua própria e escandalosa biografia. E o mesmo vale para o petismo.

Lamento — isto sim — que uma parte da opinião pública possa ser tomada por certa apatia, afirmando um “não adianta; eles sempre se safam”, desistindo, então, da política como uma forma civilizada de resolução de conflitos. Isso, de fato, é ruim. O resto, meus caros, é do jogo. Eu mesmo alertei aqui há dias para a atuação dos petistas, votando contra Renan no Conselho de Ética e pedindo sessão aberta. Era só uma embaixadinha pra torcida. Como a disputa se acirrou na reta final, o presidente do Senado jogou a conta em cima do balcão, e só restou ao PT arcar com seus débitos.

O petismo é uma construção muito mais perigosa do que parece. A absolvição de Renan expõe, ainda outra vez, a real natureza do partido. E a parte do jornalismo que atua com desassombro, com amor apenas à notícia, evidenciou-o de forma insofismável. O lambe-botas do Planalto, como sempre, está errado. A mídia venceu.

Enviado em Uncategorized | Nenhum comentário »

Enquanto isso na pizzaria do Senado….

Escrito por João Porto em Setembro 5, 2007

Após milhares de pedidos de vista, quando um senador pede para rever os autos do processo, o Conselho de Ética se reúne para decidir o futuro do presidente do Senado, Renan Calheiros. Seu principal defensor, o senador Wellington Salgado, levou 45 minutos para ler um relatório em sua defesa.
O que mais me intriga nisso tudo é porque diabos Renan não renunciou quando as denúncias começaram a aparecer. A prática da renúncia é muito ultilizada pelos políticos tupiniquins para manter seus direitos políticos e se reelegerem nas próximas eleições.
Mas Renan não entrou nesse barco. Um ato que pode ser avaliado como coragem, em enfrentar um processo de cassação tão complicado que pode acabar de vez com sua carreira política. Pois bem, o corajoso Renan já enfrenta esse processo no Conselho enquanto outras três denúncias sobre ele esperam anciosas para entrar no Conselho de Ética.
O mais preocupante disso tudo é que enquanto nós da imprensa vamos na onda dos políticos e ateamos fogo no circo, outras propostas para a melhoria do Brasil ficam esperando votações.
Sei que ter despesas pessoais pagas por empreiteira é uma coisa ultrajante, mas isso é tão óbvio que já deveria estar resolvido. Demitam logo o picareta!

Enviado em Uncategorized | Nenhum comentário »